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O BLOG DO VILAS

POR LUÍS VILAS ESPINHEIRA

O BLOG DO VILAS

POR LUÍS VILAS ESPINHEIRA

DIOGO FARO - Condenar uma atitude ou destruir a mensagem?

Sigo o Diogo Faro há dois ou três anos. Partilho conteúdo dele desde que me comecei a interessar por política e pela sociedade. Tenho o privilégio de ter escolhido o momento da minha vida para me interessar. Há pessoas que são forçadas a interessar-se para se poderem defender até do ar que respiram. Identifico-me com as mensagens e com os textos dele, sobre temas que remoem na minha cabeça e que, muitas vezes, eu que sou dado às letras, ainda não consegui processar antes de passar para o "papel". Ele é automático e acerta em cheio. As mensagens dele fazem muitas rasteiras a muita gente. E, durante muito tempo, muitos dos que se sentiam atacados (machistas, racistas, xenófobos, que são ainda uma esmagadora maioria no nosso país), enchiam o perfil dele de ódio e rancor. Pesado mesmo. 

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"ERVAS DAS MINHAS" - Dióspiros

Dióspiros, diospiros, não, dióspiros. Sou sincero, ainda não me consegui convencer de que na verdade é dióspiros que se deve dizer, anos de uma luta perdida. Mas a verdade é que não há mesmo defesa possível pela história da palavra: esta fruta de outono chama-se dióspiro, do grego Διόςπῡρός (dióspyrós), que à letra se traduz por “trigo/fruto de Zeus”. Muito esclarecedor, se bem que o Vilas me tenha dito que não está errado de todo dizer "diospiros", fica a lição dada, decidam, ou indecidam.

Pois bem, não nos vamos prender à correção ortográfica e à teoria, por cá as pessoas que mais percebem de couves chamam-lhes "coibas", por isso vamos ao que sabemos fazer mesmo sem saber bem dizer.

Aos dióspiros.

Ou aos diospiros.

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ENTREVISTA RUI LAGES: "Em democracia não pode haver entendimentos com partidos que pretendem subvertê-la."

O Rui Lages é um jovem do concelho de Caminha que toda a vida admirei pela sua postura, pela arte de bem falar e pela opinião assertiva com a qual, na maioria das vezes, estou de acordo. É extremamente simpático, afável e próximo das pessoas do concelho e faz parte da política regional, sendo vereador da Câmara Municipal de Caminha pelo Partido Socialista. Tem conquistado os eleitores mais jovens e tem um papel extremamente ativo na política do concelho.

Licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade do Porto e fez mestrado em Direito Criminal da Universidade Católica Portuguesa. De 2013 a 2015 foi membro da Direção do Centro Social e Paroquial da Nossa Sr.ª da Encarnação e depois, entre 2015 e 2017, foi adjunto do ministro-adjunto do XXI Governo Constitucional.

Com um currículo preenchido e uma carreira promissora, o Rui é sem dúvida um dos jovens mais icónicos do concelho, não só pela sua proatividade, como também pela sua relação com toda a comunidade. 

Seria inevitável não entrevistá-lo, sobretudo nesta altura e porque me identifico muito com ele. Falámos sobre política, sobre o concelho e sobre sociedade no geral. 

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"ERVAS DAS MINHAS" - Mulch (cobertura do solo)

Mulch ou mulching - ah como eu detesto ter de usar palavras em inglês - mas neste caso não há mesmo uma tradução literal para o termo e portanto vamos ter mesmo de o usar. Mulch pode tentar traduzir-se como cobertura de solo, ou forragem, e hoje venho falar-vos de algumas opções naturais, vantagens e desvantagens de cada uma delas, e também toda uma filosofia de jardinagem baseada neste conceito.

Em primeiro, lugar porquê, o quê, e quando?

Cobrir o solo em tornos das plantações é uma prática antiga que tem como principais objetivos proteger as plantações de pragas, evitar a competição com ervas daninhas ou até com plantas semelhantes, reter humidade nas raízes e limitar a amplitude térmica no solo durante os meses de temperaturas mais extremas - tanto frio como calor. A somar a estas vantagens práticas, a utilização de mulch tem também um forte fator estético e é frequentemente utilizado no design paisagístico e na jardinagem às mais diversas escalas e com recurso aos mais diversos materiais. É importante não misturar mulching com adubação, apesar de haver alguma sobreposição, por norma os adubos são incorporados no solo ou dissolvidos em água e o mulch funciona apenas à superfície. Vamos então a algumas sugestões:

Folhas caídas

Como não poderia deixar de ser, a estação assim o exige. Com tantas árvores a largar as folhas, é sem dúvida uma das melhores opções para cobrirmos os nossos canteiros e aconchegarmos os nossos pés de vegetais de inverno. Uma das principais vantagens das folhas é o facto de compactarem facilmente, criando um tapete sobre a terra que dificulta bastante a vida às plantas daninhas anuais e às ervas. Por facilidade, costumo usar folhas de sobreiro e carvalho porque tenho imensos por perto, mas qualquer folha pode servir para este efeito, sobretudo as mais pequenas. É sem dúvida um dos melhores mulches por ser gratuito e acessível à maioria das pessoas

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Pequenos feijões verdes a espreitar pelas folhas de sobreiro mesmo em zonas urbanas - pois a maior parte das árvores nos jardins públicos tendem a ser de folha caduca (plátanos, áceres, etc).

 

 

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NOVE MITOS DOS PORTUGUESES SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA

Em Portugal, há muita gente que acha que entende tudo sobre o português e, como é evidente, eu, como entendido e licenciado em Linguística, fico com comichão de cada vez que alguém vomita discursos feitos sobre a nossa língua. Estes entendidos são fruto da ignorância e de algum consevadorismo que a educação e a cultura promovem. Não os culpo.

Há uns tempos entrei numa discussão ridícula (porque não consigo ficar calado perante a ignorância, nem aprendi a ignorá-la), no Facebook de um apresentador de televisão que defendia o "purismo da língua de Camões" e que estava muito chocado porque numa aula de Português da telescola tinham colocado um áudio d'O Principezinho com uma falante brasileira a ler um excerto. Vários nomes da cultura, mais ou menos conhecidos, partiram para a ofensa gratuita, dizendo que eu devia ter vergonha de dizer que sou professor de Português por assumir que no Brasil se fala a mesma língua que em Portugal, distinguindo-se apenas por ser uma variedade diferente. 

As pessoas confundem opinião com ciência e, sendo eu formado na área, estava ciente de que não estava a opinar, mas a partilhar evidências científicas sobre a língua. A Linguística é uma ciência e, sendo a língua um sistema vivo, nem tudo é tão evidente quanto parece. 

Torno a repetir: a melhor forma de comemorar o Dia de Camões é devolver a  Portugal a Língua Portuguesa - O Lugar da Língua Portuguesa

 

 

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"ERVAS DAS MINHAS" - Chamo-lhe um figo!

Pois é, do chão para as árvores, esta semana deixamos as ervas daninhas de parte e discutimos uma fruta da época, um clássico dos meses mais frescos mas que não deixa de nos surpreender pelas suas particularidades. Falemos de figos. Antes de mais, alguns factos históricos sobre esta fruta que de certeza vão achar tão fascinantes quanto eu:

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ENTREVISTA CAROLINA GOMES DA SILVA: "Acabo por estar quase 24 horas por dia a trabalhar"

A Carolina foi das primeiras pessoas da minha zona a fazer crescer o seu número de seguidores no Instagram. Desde os primórdios da rede social do momento que ela partilha as suas receitas, o seu estilo de vida e as suas aventuras. Carismática, engraçada e metódica, o trabalho da Carolina acabou por ser diretamente ligado às redes sociais e à sua comunidade de mais de 55 mil seguidores. Passa os dias a produzir conteúdo para eles, com todo o seu carisma, boa disposição e atenção. Responde a todas as dúvidas e é extremamente prestável. Foi ela quem me ajudou a dar os primeiros passos no blog, com toda a paciência e detalhe.

 

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"ERVAS DAS MINHAS" - Vai-m'às urtigas!

Não haverá planta mais odiada por aí do que a simples urtiga, quer dizer, as silvas não devem vir muito atrás mas pelo menos dão amoras... imagino que esta foto tenha causado alguma comichão, mas não se preocupem, o que vos venho contar esta semana vai de certeza fazer-vos olhar de forma menos negativa para esta pequena maravilha dos caminhos e campos.

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Texto da autoria de (Instagram): Joaquim Ribeiro (@joaquim_ribeiro20)

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"ERVAS DAS MINHAS" - Falemos de cucurbitáceas!

Cucurbitáceas!

Cucur?… Ah! Abóboras! Podia ter dito logo, essa mania dos nomes científicos…

Pois é, pode parecer um palavrão completamente desnecessário mas não, não vos venho falar apenas de abóboras esta semana - apesar de estarmos na época delas e estarem por todo o lado, nos telhados, nos campos, nas feiras, são, como as primeiras chuvas de setembro, um dos sinais de que o verão está a ir embora e que, em breve, as folhas vão começar a cair. Mas bem, falar em cucurbitáceas não é falar apenas em abóboras, esta família incrível de plantas inclui tudo desde as abóboras recordistas que abrem telejornais até aos minúsculos pepinos que vêm nos frascos de picles, passando pelas curgetes, melões e melancias, cabaças, e até a loofa - uma fantástica esponja de banho natural - ou o kiwano (ou chifrudo), que mais parece algo vindo do espaço do que do quintal.

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ENTREVISTA CÂNDIDA E INÊS RAMOS MATOS: As irmãs caminhenses que estiveram confinadas fora de Portugal

A Cândida e a Inês Ramos Matos são irmãs. Duas jovens caminhenses, diferentes na atitude, mas com traços faciais que não enganam ninguém. Admiro o sentido de humor delas e por isso sigo-as no Instagram e ria-me com as aventuras delas na Austrália. São amigas e têm uma cumplicidade rara nos dias de hoje. 

Resolvi entrevistá-las e para contarem um pouco da história delas. Elas emigraram e, quando a pandemia rebentou, elas não estavam em Portugal. Elas não só estavam longe, como viram o mundo parar longe. Viram os aeroportos a fecharem-se em frente aos olhos delas. Passou a ser elas lá e a família e os amigos cá. O corpo na Austrália e o coração na Europa, em Portugal. 

Em momento algum da entrevista eu senti tristeza no discurso delas. Criámos um grupo no WhatsApp que neste momento ainda apita com os mais variados assuntos e, a determinada altura, quando dei por mim, ontem já eram elas que me faziam perguntas a mim sobre a minha vida. Este grupo de WhatsApp não parou de tocar, não teve descanso. Isto porque a Cândida continua na Austrália e enquanto ela dorme, eu e a Inês estamos acordados e vice-versa. 

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