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O BLOG DO VILAS

POR LUÍS VILAS ESPINHEIRA

O BLOG DO VILAS

POR LUÍS VILAS ESPINHEIRA

Lara Lopes: É mais um texto sobre o racismo

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Este é mais um texto sobre o racismo. Estou só a avisar, não quero cansar nenhum branco privilegiado com este assunto absolutamente maçador. Já chega de ouvir falar de uma coisa que não existe em Portugal, não é mesmo? Que mania de importarmos os problemas dos outros! Oh, problemas… O que são problemas? Morrerem pessoas às mãos de forças policiais que deviam proporcionar-lhes uma sensação de segurança, mas na verdade são a sua sentença de morte pelo simples facto de serem negras? Não terem as mesmas oportunidades laborais por se perpetuar um histórico de escravatura, agora dissimulada numa democracia assente em pilares desigualitários e com um líder obtuso? Terem de provar constantemente que nem todos os negros são criminosos pelas sucessivas narrativas de marginalização que as várias forças políticas no poder foram criando para controlar o povo e fazer a máquina extremamente lucrativa das cadeias estadunidenses continuar a, por um lado, ter mão de obra gratuita para as empresas associadas ao esquema e, por outro, privar do direito cívico do voto aqueles que estão contra o sistema e se sentem mais lesados por ele? Podia continuar a disparar questões, mas por esta altura, penso que já não vale a pena. Os Estados Unidos da América, bem como o Brasil, têm SIM um problema estrutural de racismo no seio das suas sociedades.

 

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Junho de 2020: fascistas a descer a Avenida, desenhos animados polémicos e estátuas derrubadas

Muito se passou nestes últimos tempos: as manifestações contra o racismo despertadas pela morte de George Floyd, a censura descarada de um programa feminista e LGBTIQ+ da RTP depois de inúmeras e incompreensíveis queixas ao provedor, a manifestação do Ventura sob o mote "Portugal não é racista" e a participação da Maria Vieira.

Frase grande, não? E eu sempre a dizer aos meus alunos que frases enormes fazem as pessoas perderem-se na leitura. Foi assim que eu me senti. Este mês nem deu tempo para pensar. Aconteceu tudo ao mesmo tempo e as pessoas fizeram questão de não me surpreender.

Pois é, parece que a estupidez humana é infinita e intemporal e a manifestação do Dr. André Ventura fez questão de descer Lisboa para provar precisamente isso mesmo. Não me vou alongar muito sobre este assunto. Apenas quero dizer que fez tanto sentido como se alguém se lembrasse de fazer uma manifestação com cartazes a dizer "os peixes não vivem na água", "o céu não é azul" ou "os leões não comem carne". O resumo daquela reunião: arranjou-se um facto, negou-se esse facto, estampou-se a negação desse facto num cartaz, chamou-se gente obcecada e de egos magoados e saíram todos à rua. Curiosamente não havia nenhum negro na manifestação, porque se há brancos que não se apercebem da existência do racismo (daí o privilégio), os negros apercebem-se dessa existência com poucos meses de vida.

João ergueu a bandeira LGBT na manifestação do Chega. As flores ...

 

 

 
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O grande Pedro Lima, um texto sobre a depressão e contactos úteis

Há coisas que nos ultrapassam e a nossa mente é uma delas. Há muito por descobrir, apesar de muito se dizer. Hoje em dia há muita gente que se diz entendida, em conversas de café na cabeça do ser humano, na cabeça dos outros, de homens e mulheres, da cabeça da sociedade no geral e de cada indivíduo em particular.

Quando recebi a notícia da morte do Pedro Lima, fiquei completamente chocado e custou-me a acreditar quando se começou a falar na hipótese de suicídio.

Ator Pedro Lima encontrado morto aos 49 anos de idade

 
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RESCALDO DO DIA DE PORTUGAL - O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO DA NAÇÃO

Ontem celebrou-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Um nome grande que significa muito e representa a história de um país com quase 900 anos de existência. Há tanto para dizer sobre o dia de ontem. Mudou tanta coisa nesses quase 900 anos. Há lições que temos obrigatoriamente de tirar. A nossa História não pode ser esquecida, pelo contrário, temos de aprender com ela e, sobretudo, não cair em erros anacrónicos que não fazem sentido a esta altura do campeonato.

Para louvar Portugal da melhor maneira, acho que há três diretrizes essenciais: aprender com os erros do passado, não repeti-los e fazer História no presente e evitar que o futuro seja um retrocesso.

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ENTREVISTA STEVEN ROD: "Esta pandemia serve também para algumas pessoas começarem a dar valor a quem lhes proporciona espetáculo."

O Steven Rod é de Monção e é uma referência da noite do Alto Minho. Considerado um dos 20 melhores DJ do país, o Steven é um exemplo de trabalho, humildade e de empenho.

Trabalho na noite há 6 anos e conheci o Steven quando ele ia tocar à discoteca onde trabalho, o Club Alfândega. Faz sentido entrevistar o Steven nesta altura em que as salas de espetáculo estiveram fechadas durante muito tempo e não nos podemos esquecer de que todo o trabalho de um DJ, por muito que custe a muita gente e com todos os preconceitos inerentes, é uma arte e faz parte da cultura e do entretenimento do nosso país.

O Steven pediu que eu fizesse perguntas diferentes de todas as que já lhe tinham feito. Como está no top 20 nacional, já foi entrevistado várias vezes e, por isso, ser eu a entrevistá-lo tornou-se ainda mais desafiador.

DJ desde os 16 anos e profissionalmente desde os 18, já tocou em vários países. Já divertiu pessoas em Miami, Espanha, Dubai, França e muitos outros. Já partilhou cabine com nomes muito importantes do panorama musical mundial como Steve Angelo, Steve Aoki, Diego Miranda e muitos outros. No Alto Minho, já tocou em casas como Biba Ofir, Pacha Ofir, Club Alfândega e Indústria Agrícola. 

Considera-se uma pessoa versátil, carismática e sente que se destaca por arriscar e fazer diferente.

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É TRISTE

É triste e revoltante. A merda do dia de hoje. 

É triste que continue a haver quem concorde e aplauda estes atos de violência gratuita. É triste que haja quem continue a apoiar escumalha política. É triste o retrocesso civilizacional que estamos a viver. É triste não termos aprendido merda nenhuma com a História do Mundo. 

O conceito de racismo não é difícil de perceber. Mas é muito fácil de distorcer. É fácil de distorcer e favorece muito privilegiados que somam ainda mais privilégios com o crescimento do racismo.

Visão | Digam o nome dele: George Floyd

 

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ENTREVISTA DAVID COSTA: "Houve quem se passasse com as cenas que eu escrevi utilizando os demónios de Belzebu"

O David é o segundo autor que entrevisto esta semana. Conheci-o no dia em que, por coincidência, lançámos os dois os nossos segundos livros, eu A Madrasta e ele O Despertar do Nefilim. Começámos a conversar para trocar impressões sobre os nossos processos criativos. Ele estava com algumas dificuldades de gestão de tempo, porque a realidade é que tem uma vida extremamente preenchida. 

É muito bom conversador, extremamente compreensivo e muito prestável. Ainda assim, acho que a maior qualidade do David é a humildade. A sua vida divide-se entre o trabalho no supermercado, ser professor de Judo, ser pai e a escrita. Eu disse que a vida dele era preenchida. E nota-se perfeitamente que o David investe toda a sua paixão em tudo aquilo que faz.

Tal como eu e como a Catarina Fernandes de Oliveira (ver entrevista aqui), já escreveu dois livros. O David é mais velho do que eu e as temáticas dele são diferentes. Mas pelo que tenho ouvido e lido, os livros dele dão gosto de ser lidos. Combinámos encontrar-nos para trocarmos as nossas obras. Estou ansioso para poder entrar no universo que ele criou.

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ENTREVISTA CATARINA FERNANDES DE OLIVEIRA: "Devia haver mais apoio aos jovens leitores e escritores"

Conheci a Catarina há pouco tempo quando começamos a falar via Facebook para trocar impressões sobre as nossas experiências no mundo da escrita. Nunca em momento algum ela me disse a idade dela e fiquei muito surpreendido quando soube. A Catarina tem 17 anos e tinha 16 quando publicou o seu primeiro livro. Começou a escrever aos 14.

O seu estilo de eleição é fantasia e comecei por identificar-me com ela quando me disse que a saga Harry Potter da J. K. Rowling era a sua preferência no mundo da literatura. Apercebi-me, através da Catarina, que a idade pesa muito pouco no que diz respeito ao processo criativo. Nós, os autores, somos criaturas peculiares, mas com muito para contar, independentemente da idade.

Focada, interessada, independente, a Catarina Fernandes de Oliveira está atualmente no 12.º ano, a acabar o curso de Ciências e Tecnologias e o ensino artístico especializado de música. Tal como eu, já publicou dois livros, Um Lobo Nunca Abandona a Sua Alcateia e Heróis Entre Estrelas. A entrevista dela é publicada hoje, no dia a seguir ao 2.º aniversário do lançamento do primeiro livro da sua tão querida saga. Estamos os dois de parabéns, visto que, hoje, o Blog do Vilas celebra um mês de existência!

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ENTREVISTA BETAS DESCONTROLADAS - O NOVO FENÓMENO DO INSTAGRAM

As Betas Descontroladas são o novo fenómeno do Instagram, com mais de 15 mil seguidores. Já não me lembro de como encontrei o perfil delas, mas sei que foi amor à primeira vista. São assumidamente betas, ou seja, daquela comunidade que trata os pais dos amigos por tio e tia e com outras características que conhecemos bem. 

Elas aproveitam essas características, dos nomes até às expressões, para fazerem sátira de temas relativos à sexualidade, que muitas vezes são tabu na sociedade. Como devem calcular, é a mistura perfeita. Se há coisa que eu admiro nas pessoas é a capacidade de brincarem ou gozarem com elas mesmas e as Betas Descontroladas gozam com o próprio meio de uma forma absolutamente inteligente.

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A CULTURA EM PORTUGAL - A FALTA DE NOÇÃO DA JOANA LATINO

A Joana Latino. Essa comentadora do programa Passadeira Vermelha para quem vale tudo para que falem nela. Ou então é mais uma que não se apercebe da gravidade daquilo que diz. Se não é porque a Júlia Palha tem um peito "demasiado grande para aquele vestido" é porque os artistas não se mexem como fez o Bruno Nogueira e são uns miserabilistas.

"Os artistas". Essa classezeca, esses caprichosos e preguiçosos. Esses que gostam de viver das luzes da ribalta, dos flashes, dos likes e das capas de revista. Esses que se queixam da vida que têm quando (adoro este argumento) "há quem esteja a passar por muito pior". 

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