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O BLOG DO VILAS

POR LUÍS VILAS ESPINHEIRA

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POR LUÍS VILAS ESPINHEIRA

NOVE MITOS DOS PORTUGUESES SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA

Em Portugal, há muita gente que acha que entende tudo sobre o português e, como é evidente, eu, como entendido e licenciado em Linguística, fico com comichão de cada vez que alguém vomita discursos feitos sobre a nossa língua. Estes entendidos são fruto da ignorância e de algum consevadorismo que a educação e a cultura promovem. Não os culpo.

Há uns tempos entrei numa discussão ridícula (porque não consigo ficar calado perante a ignorância, nem aprendi a ignorá-la), no Facebook de um apresentador de televisão que defendia o "purismo da língua de Camões" e que estava muito chocado porque numa aula de Português da telescola tinham colocado um áudio d'O Principezinho com uma falante brasileira a ler um excerto. Vários nomes da cultura, mais ou menos conhecidos, partiram para a ofensa gratuita, dizendo que eu devia ter vergonha de dizer que sou professor de Português por assumir que no Brasil se fala a mesma língua que em Portugal, distinguindo-se apenas por ser uma variedade diferente. 

As pessoas confundem opinião com ciência e, sendo eu formado na área, estava ciente de que não estava a opinar, mas a partilhar evidências científicas sobre a língua. A Linguística é uma ciência e, sendo a língua um sistema vivo, nem tudo é tão evidente quanto parece. 

Torno a repetir: a melhor forma de comemorar o Dia de Camões é devolver a  Portugal a Língua Portuguesa - O Lugar da Língua Portuguesa

 

 

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DEZ PLEONASMOS A EVITAR

O próprio título é quase um pleonasmo.

Em Português, e sobretudo na linguagem oral, há muitos pleonasmos que os falantes utilizam, muitas vezes sem se aperceberem. Um pleonasmo é a repetição de uma ideia que fala por si só. Por exemplo, a palavra "subir", por si só, subentende a deslocação de algo ou alguém do sítio onde está para cima. Por isso, dizer "subir para cima" é um pleonasmo. Este vício da linguagem pode ser também chamado de "redundância". Existem outras circunstâncias em que o pleonasmo não é utilizado por vício, mas com uma intenção estilística, ou seja, de forma propositadamente expressiva com a intenção de enriquecer, utilizando, assim, a redundância como figura de estilo.

10 pleonasmos da língua portuguesa que usamos frequentemente ...

Quando o pleonasmo é utilizado como vício linguístico, existem exemplos flagrantes bastante frequentes que, como disse, são proferidos muitas vezes sem intenção e sem conhecimento de que se está a repetir uma ideia. Fica aqui a lista dos dez pleonasmos que devemos evitar:

 

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